Quero-te a minha vida toda.

Será assim tão egoísta da minha parte? Pergunto-me eu por querer-te tão compulsivamente. Por não te querer só hoje ou só amanhã. Por não te querer só uma semana, um mês ou um ano, mas sim a minha vida toda. Não sei. Não consigo contentar-me com tão pouco. E esta minha obsessão por querer mais e mais começa a dar que falar.

Faz-me perceber que o amor realmente existe muito de nós, faz-me também perceber que este masturba-nos melhor que ninguém ao ponto dos nossos puros sentimentos não conseguirem sair imunes a situação. E sim o amor exige muito de nós. O amor tenta limitar-nos quando a cada dois passos para a frente nos leva quatro para trás.

Mas…. como todos os “ mas ” das histórias há sempre um bom ou mau partido no seu seguimento. O amor da-nos também uma vibração que nada mais nos fará sentir assim, por mais que procuremos essa vibração em cada coisa que façamos na vida.

O amor da-nos luz, sede, fome e um leve desejo de viver a vida fora dos limites que o amor traz. E a minha vida é amar-te, querer-te e acima de tudo desejar-te e fazê-lo sempre fora dos limites.

Porque o amor tem destas coisas inexplicáveis…

No fim, o amor exige capacidades, assim como a vida ele retira mas também dá, mesmo que leve os seus dias, meses e anos. Há que saber esperar por aquilo que seja nosso e desde cedo disseram-me que o que é para ser nosso, há de ser.

E se a capacidade de amar-te for a recompensa que a vida tem para me dar… Então eu quero viver a vida eternamente.

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