
Quando falamos de amor, falamos de eternidade.
E o quão longe é a eternidade.
Embarcamos em aventuras de amor desejando eternidade sem ter noção de que há amores que apenas são eternos enquanto durarem, e isto porque amar não chega, aliás amar é até muito pouco.
Por isso, para ti que desculpas todas as tuas atitudes com um — Mas eu amo-te! — Talvez devas saber que não é o suficiente. Mesmo para mim que sou uma eterna apaixonada ainda é difícil de clarificar, mas a verdade é que assim o é, por mais que faça por acreditar que há fases mais complicadas, fases menos boas que são intensificadas pelas rotinas, pelos cansaços, pelas discussões e pelos dias menos bons.
Depois, há claramente momentos de reencontro com a realidade ou as famosas “chapadas de luva branca” onde a racionalidade chega e nos comanda, onde nos deparamos de que não há nada pior do que nos prendermos a alguém que já nada nos acrescenta ou intensifica simplesmente porque estamos apaixonados ou porque receamos a solidão, não há nada pior que nos prendermos a uma chama já pouco acesa, sendo o amor fogo que quando não alimentado desaparece, porque simplesmente não chega, e o amor sozinho nunca chegará.
O amor deve ser uma prioridade dos dois para que um dia se um falhar, o outro por momentos puder amparar. Há que haver cedências, entregas, desejo, autenticidade e entusiasmo de reencarnar sempre algo novo das duas partes.
E o maior problema não está em falhar se aceitarmos as falhas do outro, e se o respeito e sinceridade conduzirem à verdade. O problema está, em empatarmos a vida de alguém, mesmo sabendo que falhamos no que toca a reciprocidade, quando deveríamos assim, pelo menos, abrir a caminho à felicidade de quem já se amou.



