Ser mulher é viver a dobrar. Não digo isto por o ser, nem tão pouco menosprezo o género contrário. Mas várias são as razões para poder saber e dizer que ser mulher é ver o mundo com ternura, e abrir o coração sem receio daquilo que possa acontecer. Se nos podemos vir arrepender? Talvez, mas somos mulheres e ser mulher é viver entre o tudo ou nada e raramente são as vezes que nos contentamos com o nada.
Ser mulher é sentir tudo de forma mais intensa, valorizar os mínimos detalhes, é agir perante natureza e intuição, mesmo que tenha de se sacrificar. Sacrificando-se quase sempre.
Ser mulher é priorizar e preocupar-se sempre com alguém, talvez seja por isso que nós, mulheres, vivemos das emoções. Ser mulher é viver carregada de multifunções, queremos e achamos que devemos fazer tudo, um pouco exausto diria, mas somos mulheres.
Ser mulher é também ter a coragem para passear sozinha ou até para ser um pouco mais ousada, mesmo sabendo das más intenções que podemos encontrar em cada esquina.
Ser mulher é viver, crescer, estar e permanecer rodeada de obrigações uma vez criadas por outros, é permanecer rodeada de olhares, quando não inclui em si os rótulos que outros criaram, quando não obedece ao padrão e postura indicada para uma mulher, ou quando esta é mãe solteira, sem qualquer culpa das rasteiras que a vida lhe traz, ou qualquer outra coisa dita por outros “anormal”.
Ser mulher é permanecer intacta perante esse julgamento infernal de pessoas que por vezes, a mulher desconhece. Ser mulher é escutar o que não quer, e ter a grandeza para simplesmente estar nem aí. Porque nós, mulheres somos grandes. Nós, mulheres suportamos o insuportável. E acima de permanecemos donas de nós.
Ser mulher, para mim, é isto e tudo mais, e ainda assim permanecer uma mulher indestrutível. Ser mulher é assim, a melhor definição de ser algo.
